{"id":11,"date":"2022-05-02T19:43:27","date_gmt":"2022-05-02T19:43:27","guid":{"rendered":"http:\/\/gremiodasmusicas.org\/?page_id=11"},"modified":"2022-05-02T19:43:28","modified_gmt":"2022-05-02T19:43:28","slug":"ze-eduardo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gremiodasmusicas.org\/?page_id=11","title":{"rendered":"Z\u00e9 Eduardo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"747\" src=\"http:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-1024x747.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17\" srcset=\"https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-1024x747.jpg 1024w, https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-300x219.jpg 300w, https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-768x560.jpg 768w, https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-1536x1120.jpg 1536w, https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro-1568x1143.jpg 1568w, https:\/\/gremiodasmusicas.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/hero-guitar-outro.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Eduardo \u00e9 um dos nomes incontorn\u00e1veis do jazz portugu\u00eas e europeu, pela sua obra como compositor e int\u00e9rprete, e tamb\u00e9m pelo papel que teve, e continua a ter, na divulga\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o deste g\u00e9nero musical atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o e direc\u00e7\u00e3o de diversas escolas e orquestras. Uma longa carreira recheada de pontos altos, um dos quais ocorreu em 2007, quando, atrav\u00e9s do Gabinete de Planeamento, Estrat\u00e9gia, Avalia\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Minist\u00e9rio da Cultura, foi convidado para dirigir a European Movement Jazz Orchestra durante a Presid\u00eancia Portuguesa da UE, numa digress\u00e3o que percorreu cinco capitais de distrito e terminou no grande audit\u00f3rio do CCB.<br>Em Abril de 2008, na 6\u00aa Festa do Jazz do S\u00e3o Luiz (Jardim de Inverno), no concerto de encerramento da celebra\u00e7\u00e3o dos 60 anos de exist\u00eancia do Hot Clube de Portugal, foi convidado a dirigir a Big Band e a interpretar diversos temas juntamente com M\u00e1rio Laginha e com os seus antigos alunos Maria Jo\u00e3o e Bernardo Sassetti, numa noite que serviu tamb\u00e9m de homenagem a Z\u00e9 Eduardo como fundador da escola desta institui\u00e7\u00e3o do jazz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido em 1952 em Lisboa, come\u00e7ou por aprender a tocar piano, mas acabou por apaixonar-se pelo baixo na adolesc\u00eancia, quando, \u00e0 falta de outros interessados, come\u00e7ou a tocar este instrumento em bandas de garagem que faziam \u201ccovers\u201d de temas em voga na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Data da mesma altura a sua descoberta do jazz, atrav\u00e9s de um \u00e1lbum da s\u00e9rie \u201cPlay Bach\u201d, do pianista Jacques Loussier, de discos do Modern Jazz Quartet e de outras grava\u00e7\u00f5es que o pai trazia dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O apelo da m\u00fasica levou-o a fazer o curso do Conservat\u00f3rio Nacional na variante instrumental contrabaixo e a deixar por concluir o curso de Arquitectura, para se tornar, em 1975, m\u00fasico de est\u00fadio, o que lhe proporcionou a oportunidade de tocar e gravar com alguns dos mais importantes m\u00fasicos portugueses, como Jos\u00e9 Afonso, S\u00e9rgio Godinho, Fausto, J\u00falio Pereira, Adriano Correia de Oliveira, Pedro Barroso, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Carlos Mendes, Carlos do Carmo e Lu\u00eds C\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, manteve a liga\u00e7\u00e3o ao jazz, como membro do grupo Araripa e mentor da Orquestra Girassol. Do seu curr\u00edculo consta ainda a participa\u00e7\u00e3o no primeiro disco de jazz editado em Portugal, \u201cMalpertuis\u201d, de R\u00e3o Kyao (1976).<\/p>\n\n\n\n<p>No final da d\u00e9cada de setenta, fundou e dirigiu a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e a Orquestra de Jazz do Hot Clube, antes de se mudar para Barcelona em 1982. Aqui, ao longo de 13 anos, Z\u00e9 Eduardo desenvolveu uma intensa actividade como director do Taller de M\u00fasics de Barcelona, al\u00e9m de ter acompanhado grandes nomes da cena internacional, como Art Farmer, Harold Land, Tete Montoliu, Steve Lacy e Kenny Wheeler. \u00c9 ainda deste per\u00edodo a cria\u00e7\u00e3o do Z\u00e9 Eduardo Unit, em 1986, que gravou dois discos em Espanha \u2013 \u201cUnities&#8221;, em 1989, e &#8220;Begur&#8221;, em 1990 \u2013 e tocou em numerosos festivais um pouco por toda a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>A 22 de Junho de 1988 entrou para o Guinness Book of Records, com a preciosa ajuda de outros m\u00fasicos, estabelecendo o record de 24 horas consecutivas a tocar o blues mais longo, um tema da sua autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em colabora\u00e7\u00e3o com prestigiados core\u00f3grafos catal\u00e3es, comp\u00f4s, orquestrou e dirigiu um musical em Sal\u00f3nica (Gr\u00e9cia) em 1989. Ainda em Barcelona, escreveu m\u00fasica e participou nos filmes da RTVE \u201cNit a Salonica\u201d e \u201cDel Piano a la Big Band\u201d, al\u00e9m de ter escrito e dirigido a obra \u201cNov\u00edssims\u201d, encomenda da Olimp\u00edada Cultural \u2013 Barcelona\u201992, em colabora\u00e7\u00e3o com a bailarina e core\u00f3grafa portuguesa Clara Andermat, e com a participa\u00e7\u00e3o de Steve Lacy. Foi ainda o \u00fanico estrangeiro a integrar o j\u00fari que atribui os \u201cPremis Ciutat de Barcelona\u201d na \u00e1rea da m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1994, a convite de Lisboa &#8211; Capital Europeia da Cultura, escreveu e dirigiu uma obra para 12 m\u00fasicos estreada em Novembro desse ano no Teatro Municipal de S\u00e3o Luiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Regressado a Portugal em 1995, radicou-se no Algarve e dedicou-se sobretudo ao ensino, que conjugava com as actividades de &#8220;performer&#8221; e orquestrador. S\u00e3o desta \u00e9poca as suas cria\u00e7\u00f5es \u201cImprovisando nos Verdes Anos\u201d, uma homenagem a Carlos Paredes composta para a Orquestra Metropolitana de Lisboa, e \u201cDivertimento para Contrabaixo e Orquestra\u201d, em que \u00e9 solista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o Z\u00e9 Eduardo Unit, \u00e9 convidado como figura maior da cena jazz a abrir o Ciclo de Concertos de Jazz Portugu\u00eas da Expo&#8217;98, actuando nos tr\u00eas primeiros dias do certame.<\/p>\n\n\n\n<p>No Algarve, criou a big band \u201cJazz na Filarm\u00f3nica\u201d, que dirigiu at\u00e9 2000, e assumiu a direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos festivais internacionais de jazz de Faro e de Loul\u00e9. Na mesma altura, desempenhou as fun\u00e7\u00f5es de director do Departamento de Jazz da Escola Profissional de M\u00fasica de Almada e fundou a Escola de Jazz do Barreiro, al\u00e9m de leccionar em in\u00fameros &#8220;workshops&#8221; e noutras ac\u00e7\u00f5es formativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Convidado pelo Instituto das Artes\/Minist\u00e9rio da Cultura, integrou em 1999 o j\u00fari que decidiu a atribui\u00e7\u00e3o de financiamentos na \u00e1rea da m\u00fasica para o ano seguinte. Assumiu entretanto a presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Gr\u00e9mio das M\u00fasicas (AGM), que lan\u00e7ou um ambicioso programa de forma\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cultural apoiado pelo IA\/MC. Entre as muitas ac\u00e7\u00f5es da AGM, destaca-se o workshop \u201cTavira em Jazz\u201d, que anualmente re\u00fane cerca de 90 estudantes provenientes de toda a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2001, participou na banda sonora do filme de Fernando Trueba \u201cO Embrujo de Shangai\u201d (\u201cO Feiti\u00e7o de Shangai\u201d), gravada ao vivo em Madrid, onde dirigiu um grupo de m\u00fasicos chineses. No mesmo ano, no \u00e2mbito do Porto \u2013 Capital Europeia da Cultura, dirigiu a orquestra que interpretou em estreia 10 obras encomendadas a outros tantos compositores nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A par de diversas ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o em Espanha, e depois da grava\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de \u201cA Jazzar no Cinema Portugu\u00eas\u201d (2002), participou com o Z\u00e9 Eduardo Unit, em 2003, no Festival de Jazz de Macau, que \u00e9 convidado a dirigir, e no festival Atlantic Waves, em Londres.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de 2003 \u00e9 o videoclip \u201cOs \u00cdndios da Meia Praia\u201d, o primeiro do jazz portugu\u00eas, com realiza\u00e7\u00e3o de Pedro Sena Nunes, que foi estreado em Outubro na Cinemateca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resultado da prioridade que deu nos anos mais recentes \u00e0 sua faceta de compositor e int\u00e9rprete, editou em 2004 com o Z\u00e9 Eduardo Unit \u201cA Jazzar no Zeca\u201d, e em 2005, juntamente com Jack Walrath, Marc Miralta e Jes\u00fas Santandreu, o \u00e1lbum \u201cBad Guys\u201d. Outro projecto em que participa, e com o qual tem actuado em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds, \u00e9 o Contra3aixos, que junta tr\u00eas contrabaixistas nacionais de topo: o pr\u00f3prio Z\u00e9 Eduardo, Carlos Barretto e Carlos Bica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia da excelente recep\u00e7\u00e3o ao disco &#8220;A Jazzar No Zeca&#8221;, o Z\u00e9 Eduardo Unit, alargado para quarteto com Jes\u00fas Santadreu (sax tenor), S\u00f3nia &#8220;Little B&#8221; Cabrita (bateria) e Elsa Roch (obo\u00e9), levou a cabo em Junho de 2005 uma digress\u00e3o pela costa leste dos EUA, com uma entusiasmante passagem pelo m\u00edtico e j\u00e1 extinto CBGB.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vertente da forma\u00e7\u00e3o, foi convidado recentemente para leccionar p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es em \u201cPedagogia do Jazz\u201d e \u201cContrabaixo\u201d na Escola Superior de M\u00fasica da Universidade da Catalunha e assume a fun\u00e7\u00e3o de consultor na rec\u00e9m criada Escola de Artes de Sines.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela sua ac\u00e7\u00e3o como promotor e divulgador da cultura, a Regi\u00e3o de Turismo do Algarve atribuiu-lhe em 2003 a Medalha de Prata de M\u00e9rito Tur\u00edstico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Z\u00e9 Eduardo \u00e9 um dos nomes incontorn\u00e1veis do jazz portugu\u00eas e europeu, pela sua obra como compositor e int\u00e9rprete, e tamb\u00e9m pelo papel que teve, e continua a ter, na divulga\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o deste g\u00e9nero musical atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o e direc\u00e7\u00e3o de diversas escolas e orquestras. 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